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Reverence Valada 2016 – Génesis 3 e a serpente

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reverence valada

Em setembro, assistimos à terceira edição do Reverence Valada, a serpente mais rebelde do Ribatejo.

As duas edições anteriores trouxeram bandas e público de todo o mundo à pequena vila ribatejana, carimbando recordações de dias e noites com concertos brutos, quer novas esperanças da cena underground “tuga”, quer bandas históricas como os Amon Düül II. Valada é cada vez mais um destino com psicadélia como nome do meio.

Sem esquecer a tradição, antes (ou depois) dos concertos, há que acrescentar ao Reverence Valada umas imperiais do Maioral ou da Casa das Enguias.

Na terceira edição a serpente quer manter o seu papel de revelação da cena underground portuguesa e envolver mais a comunidade cartaxense através da Reverence Art, workshop de construção de mobiliário para a área VIP do recinto.

A partida para o Reverence Valada 2016 dá-se já esta segunda-feira, 21 de março no Sabotage, onde acontece a primeira Reverence Underground Session. A estreia fica a cargo dos Ringo Deathstarr.

Para saber esta e outras novidades, fomos falar com o inglês que criou isto tudo do Reverence Valada e que não quer que acabe, custe o que custar.

Descobrimos que vêm aí mais nomes em breve. E não são nada pequenos…

Buzzstop – Este ano acontece a terceira edição do “Pequeno Grande” Reverence Valada. O que é que ele e tu, aprenderam nestes 2 anos?

Nick Allport – Penso que tem sido uma aprendizagem massiva para toda a equipa do Reverence Valada. Produzir um festival não é algo que se aprenda num livro ou que se encontre no google. É uma cena complicada que depende de tentares e de dares o teu melhor.

O que eu aprendi na primeira edição foi que, em vez de estarmos fechados num escritório, temos de tentar envolvermo-nos o máximo possível no próprio festival. Geri isto muito bem na segunda edição e compreendi o verdadeiro feeling do público no festival.

Por exemplo, ao segundo dia já estava farto de comer cachorros, então sei que na próxima edição temos de ter mais variedade na alimentação. São pequenas coisas como esta que contam. Também recolhemos o máximo possível de feedback das pessoas que vêm ao Reverence Valada e tentamos gerir a partir daí.

B -­ “À terceira é de vez” aplica-se ao Reverence Valada?

N – Espero que todas as edições tenham sido boas, mas garanto-te que vai haver algumas melhorias na edição deste ano e de certa forma, sim, “third time´s the charm”.

B – O que achas dos festivaleiros tugas? São diferentes do público lá fora?

N – Parecem-me do mesmo tipo dos festivais lá fora. Acho que é o vibe do evento e o tipo de música que atrai este ou aquele público. Neste caso, quem vem ao Reverence Valada é amigável e descontraído, nunca tivemos problemas até hoje.

B – Tentas apoiar bandas nacionais?

Parte do nosso “etos” é apoiar o máximo possível a cena musical underground em Portugal, incluindo bandas que normalmente não tocam neste tipo de eventos.

N – Além de Mécanosphére, não vem ao Reverence mais nenhuma banda das chamadas grandes. Mas tentamos trazer muitas bandas bacanas e menos conhecidas, que fomos ouvindo ao longo destes meses. Também vai haver um concurso no Cartaxo para trazer bandas locais.

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